sábado, 4 de junho de 2011

"O que é ensinar Língua Portuguesa?"



Mudança para o Ensino da Língua Portuguesa

Compreender, praticar e produzir

Na entrevista de seleção do PIBID – Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, me deparei com uma pergunta, até então nunca feita à mim, nem mesmo por meus queridos professores das disciplinas de Língua Portuguesa do curso de Letras da UESB – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus de Jequié. A pergunta feita foi: “O que é ensinar Língua Portuguesa?”. Desde aquele dia este questionamento me acompanha como também segue todos os discentes selecionados no programa.

Tentando buscar a resposta à esta pergunta, que passou a perturbar a nossa mente, retomamos algumas leituras e descobrimos outras, dentre elas temos nos deleitado nas propostas da discussão sobre a língua feita por Marcos Bagno, Mário Perini, Travaglia, Geraldi e Kato. Com estes estudos parece que estamos desvendando a questão. Consideramos que ensinar Língua Portuguesa é ensinar a ler e a escrever, ou seja, despertar no sujeito a competência comunicativa através de textos orais e escritos. Podemos dizer que o ensino da língua deve ser voltado a dois objetivos usar a língua e saber a respeito dela.

A polêmica surgida em nosso país mês passado, em torno da introdução da discussão da variedade lingüística em um capítulo do livro didático editado pelo MEC, é a prova de que o objetivo do ensino da Língua Portuguesa ainda não foi compreendido na nossa sociedade, pelo menos como propõe Geraldi e o PIBID. Marcos Bagno deixou isso claro no programa Observatório da imprensa da TV Brasil, em que se discutiu a questão polêmica do livro, quando ele repetiu indiretamente a pergunta que nos acompanha e confessou que há no nosso país um desconhecimento do que seja ensinar o português.

Confundir o ensino da gramática com o ensino da língua é uma prática que tem sido repetida há anos e é por isso que ainda surgem polêmicas como estas. Perini vai dizer que “a gramática diz como a língua deveria ser e não como a língua é de fato”, por isso é inadmissível para os gramatiqueiros aceitar que um livro de português mostre a língua como ela é. E se um simples capítulo que aborda sobre a variedade linguística causa tanto medo, ameaça e equívocos, compreendemos que mais do que nunca devemos continuar repensando o ensino da língua no nosso país, pois ele não anda tão bem.

Considero a atuação do PIBID no Instituto de Educação Régis Pacheco – IERP, como uma forma de repensar o ensino da língua. Isto se dá através das oficinas, oferecidas aos alunos da 2ª série do Ensino Médio, que tentam colocar em prática o uso da língua e o conhecimento da mesma através da construção de textos orais e escritos. Assim, tentamos desmistificar o conceito de que estudar língua é estudar gramática. Nossa proposta é o uso da gramática a serviço do texto.

Começamos a receber os textos escritos, dos alunos e agora mais uma pergunta surge para nos atormentar: como avaliá-los? Ainda não temos a resposta. Mas, o que sabemos por enquanto, é o que não devemos fazer com estes textos. Com toda certeza grifar os erros ortográficos e de concordância não é nossa proposta, pois esta prática simplesmente reafirma o que o professor de português não deve ser, caçador de “erros”, pois a sua prática deve se identificar muito mais com o exercício da pesquisa do que com a dinâmica de “erros e acertos” tão enfatizados nas aulas de Língua Portuguesa e reforçados por setores preconceituosos da sociedade.

Para se realizar um trabalho como este é necessário antes de mudar a prática, mudar a compreensão do objetivo do ensino da língua. Acredito que este é um passo para que os alunos comecem a compreendê-la como um objeto de pesquisa e comecem a perceber a sua função social. Talvez no Brasil, seja necessário mudar a compreensão (como fizemos), a prática (como estamos fazendo) e depois propor o material didático (como pretendemos).


Glauce Souza Santos (Pibideira do Subprojeto: A formação do professor de Língua Portuguesa. UESB)


Reportagem mostrada pela rede Globo sobre a livro didático: http://www.youtube.com/watch?v=lg-nl-2a7tU
Debate com Marcos Bagno no programa Observatório da imprensa da TV Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=M4367cC9Cjo

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Como se aprende a escrever?

"A gente aprende a escrever lendo e escrevendo, e o recurso à gramática é, na melhor das hipóteses, uma coisa marginal." (Mário A. Perini)

Descobri isso com minha própria experiência com a leitura e a escrita. E comecei a divulgar essa ideia. Cheguei a falar numa sala que ensinei: A gente aprende a escrever escrevendo...
Eu só não sabia que Perini também pensava assim. Que bom!

Gal

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Resultado da eleição do nome do jornal

No dia 20/05/2011 à partir das 9:30h iníciou-se no Institudo de Educação Régis Pacheco - IERP, o processo eleitoral para escolha do nome do Jornal impresso que será produzido pela turma do 2º Ano do Ensino Médio.
A eleição foi apoiada e organizada pelo PIBID, sendo que as pibideiras Estefania da Conceição e Glauce Souza assumiram o papel de mesárias no processo.
Participaram desta eleição, os estudantes do 1º ao 3º Ano do E.M.
Foram inscritos para votação os seguintes nomes: Xereta, Agora, Mil Coisas e Ti-ti-ti.

Dados da votação

Total de alunos votantes

131

Ti-ti-ti

69 votos = 52,6%

Xereta

42 votos = 32%

Agora

10 votos= 7,6%

Mil coisas

10 votos = 7,6%

Margem de erro

0,2%


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Visita ao anexo de Itajuru/Ba e realização de oficina em 17/05/2011































I intervenção 2011 no colégio Luiz Viana / Oficina: Deixe a vergonha de lado














Uma parceria entre os subprojetos de letras e Educação do campo realizada em 3 de maio de 2011

Artigo aceito para apresentação no I ENID/ UEPB

REPENSANDO O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES

Ianderléia de Oliveira1, Ademário de Carvalho2, Queiciane Araújo3.



Orientadora: Profª. Drª Maria Adriana Abreu Barbosa


1Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB/Departamento de Ciência Humanas e Letras/Colégio Estadual Luís Viana Filho.



2Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB/Departamento de Ciência Humanas e Letras/Colégio Estadual Luís Viana Filho.

3Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB/Departamento de Ciência Humanas e Letras/Colégio Estadual Luís Viana Filho.

RESUMO: A fim de ressignificar o ensino de língua portuguesa, este estudo abordará o conceito de língua embasado nas visões de TRAVAGLIA (2001), POSSENTI (1996) e PERINI (1995) e à luz de discussões realizadas em encontros do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da UESB – Campus de Jequié, no subprojeto de Letras. Nosso desafio concentra-se em proporcionar aos alunos um novo olhar do ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa através de oficinas realizadas no Colégio Estadual Luiz Viana Filho, em que buscamos repensar o uso da língua na contemporaneidade, posto seus desafios e suas possibilidades de ressignificá-la, trabalhando com novas metodologias de abordagem textual. A inserção do PIBID no colégio nos possibilitou valorizar o contexto da escola como um espaço de produção teórica, de trabalho intelectual e de desenvolvimento de habilidades docentes, além de oferecer aos estudantes o aperfeiçoamento de suas competências comunicativas.




Palavras-chave: ressignificar; ensino; língua.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

TRABALHO APROVADO PARA APRESENTAÇÃO NO I ENCONTRO NACIONAL DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA - ENID UEPB / PARAÍBA

O PAPEL DA LINGUAGEM NA CONSTRUÇÃO DE ESTEREÓTIPOS





Edineia Santos Azevedo[1]



Fernanda Silva Santos[2]



Orientadora: Adriana Maria Abreu Barbosa[3]







RESUMO: Este trabalho é resultado de ações desenvolvidas no Colégio Estadual Luiz Viana Filho – Jequié/Bahia, a partir da nossa atuação no subprojeto de letras: O Processo Formativo do Professor de Língua Portuguesa na Microrrede Ensino-Aprendizagem-Formação – PIBID/UESB, que tem como objetivo oferecer aos futuros educadores uma formação fundamentada em práticas educativas, consequentemente, ressignificar o ensino de língua portuguesa. O texto aborda o papel da linguagem na construção e veiculação de ideologias e estereótipos no ambiente escolar e aponta entre outros o preconceito lingüístico como o mais frequente entre o grupo de alunos inscritos neste projeto na escola em questão. Apoiando-se nas teorias dos sócio-interacionistas BAGNO (1999), BAKHTIN (1995) e FIORIN (2007), nosso objetivo é questionar as relações entre escola, ideologia e estereótipos e pensar uma possível solução para as situações que envolvem preconceito no uso da linguagem e no ensino de língua portuguesa.





Palavras Chave: Linguagem; estereótipos; ideologia; Língua Portugeusa







1 Graduanda do VI semestre do curso de letras Jequié e bolsista do Subprojeto de Letras "O Processo Formativo do Professor de Língua Portuguesa na Microrrede Ensino-Aprendizagem-Formação" vinculado ao PIBID/UESB, finaciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES.



2 Graduanda do VI Semestre do curso de Letras/UESB - Jequié e bolsista do Subprojeto de Letras "O Processo Formativo do Professor de Língua Portuguesa na Microrrede Ensino-Aprendizagem-Formação" vinculado ao PIBID/UESB, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES.





3 Doutora em Semiologia pela UFRJ. Professora Adjunta da UESB -Campus de Jequié. Pesquisadora na área de Teorias do discurso com ênfase em produção textual e identidade de gênero e coordenadora do Subprojeto de Letras "O Processo Formativo do Professor de Língua Portuguesa na Microrrede Ensino-Aprendizagem-Formação" vinculado ao PIBID/UESB, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES.