terça-feira, 12 de junho de 2012



 Por Ademário de Carvalho

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID tem inicio em abril de 2010, ramificado em uma verdadeira teia representado por subprojetos, onde participo do subprojeto de Letras, orientado pela professora Adriana de Abreu, que tem como objetivo mor ressignificar o ensino de Língua Portuguesa, doravante LP. Como espaço de análise, trabalho e reflexão temos o Colégio Estadual Luís Viana Filho de Jequié-BA, constituindo-se o nosso corpus. Nele realizamos oficinas baseadas na vivência diária dos educandos, onde refletimos o ensino da LP estruturado em práticas pedagógicas que observamos à luz de alguns teóricos como Geraldi, Possenti e Travaglia, a fim de propor um novo olhar a esta disciplina.
O PIBID baseia-se no estudo etnográfico do espaço escolar que possibilita verificarmos problemas e acertos que (des)favorecem o crescimento do educando e o enriquecimento de suas experiências vividas na comunidade escolar. Durante as oficinas que realizamos percebemos aspectos relevantes para servir de ponto de partida para o objetivo principal deste subprojeto, que é criar uma abordagem atraente para o ensino da LP, assim desvinculando-se de práticas arcaicas que alguns professores de língua insistem em mantê-las.
Baseado em teóricos como Geraldi, Possenti e Travaglia, embasamos as nossas práticas nas oficinas, tendo em vista que toda ação acadêmica deve estar amparada em pressupostos teóricos que as justifiquem. Assim sendo, em todas as nossas oficinas há uma prévia discussão e planejamento teórico para subsidiar e relacionar a oficina com aspectos didáticos. Esse projeto contribui em demasia para a nossa formação acadêmica, enquanto licenciandos, e futuros docentes que desenvolveram um ensino reflexivo e inovador.
Ao longo de dois anos o PIBID despertou e fortaleceu em mim saberes consideráveis tangível ao ensino de línguas e literaturas, ajudou-me a construir práticas docentes as quais nos favorece no sentido de possibilitar uma no nova abordagem para o ensino de LP, o qual contextualize com as demandas e carências da contemporaneidade.
Percebi também, a importância de instrumentalizar o ensino da língua e literatura, tornando-se mecanismo de reflexão e interferência social, isto é, ressignificar também a sociedade. Devemos refletir os textos que nos cercam em sala de aula e fora, e não permitir que o sujeito seja apenas parte de um processo “seco” e defasado. O PIBID, partindo das realizações das oficinas apresenta a Educação Básica os vários desafios de se tentar ressignificar o ensino de LP. Buscamos em nossas oficinas possibilitar que o educando externe seus valores, pensamentos e emoções capazes de contribuir para a construção de um conhecimento que privilegie o educando como escritor de sua própria realidade. Além disso, construímos possíveis possibilidades, que dizem respeito a atividades que tornem o ensino de LP menos mecânico e mais reflexivo. Possibilidades essas, que ensaiamos nas várias oficinas realizadas ao longo de 2010 até a data que registra esse texto. Esse projeto contribui para o nosso pleno desenvolvimento docente, pois nos possibilita enxergar a LP não apenas à rigor gramatical, mas também valorizar o texto produzido pelo educando.
Durante as oficinas analisamos textos poéticos, leituras imagéticas, construção textual, estudo da realidade, análise de músicas, etc., para a partir daí, buscarmos o estudo da gramática, da interpretação, compreensão e produção textual.
Essas oficinas nos serviram como fonte de aprendizagem de que o ensino de LP pode e deve ser ressignificado, além de contribuir para a minha formação acadêmica e docente, pois vi de perto os desafios e criei, junto com o meu grupo, possibilidades de um ensino de LP e literatura ressignificado.
Para concluir, sugiro que algumas ações fundamentais para as nossas atividades sejam melhores atendidas, visto que, a tramitação burocrática provoca prejuízos na realização de algumas atividades. De certo a práxi deve ser obedecida, mas percebo que dificulta as nossas atividades.

terça-feira, 29 de maio de 2012

PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO

Estamos reunidos semanalmente, obedecendo a um calendário especial, para a elaboração do  material didático de Língua Portuguesa . Sob a orientação da Profª Adriana Barbosa (Coordenadora do subprojeto) e a Profª Maria Luiza Carôso (Supervisora)  publicaremos as seguintes propostas de atividades didáticas:

Entre o texto e a gramática
  Sidineia Moreira Santos
Joelma Santos de Sena
Manoela Santos

Tecendo os sentidos da língua nas redes sociais

Estefania Neves
 Glauce Souza

                                                       Piadas sintáticas

                                                  Claudiane Piropo
                                              Jamile Soares
                                               Rosane Marques

                                          Gerundismo
                                                     Eloah Miranda
                                                       Taniela Macedo

                                            Qual é o sujeito?
                                                       Queciane Araújo
                                                   Ademário de Carvalho

Variação Linguística: da teoria a prática
 Andreia Souza Santos
Edineia Azevedo

Sintaxe X Semântica
Fernanda Silva
Ianderléia Oliveira

Por Andreia Souza e Taniela Macedo

Trabalhos publicados

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CRÍTICA CULTURAL

Fórum Nacional de Crítica Cultural 2
Educação básica e cultura: diagnósticos, proposições e novos agenciamentos
18 a 21 de novembro de 2010

 http://www.poscritica.uneb.br/anais-eletronicos/trabalhos_completos.php

Trabalhos:

RESSIGNIFICAR O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA: UM DESAFIO MAIS QUE NECESSÁRIO

Eloah Nascimento
Estefânia Neves
Glauce Santos

 

UMA NOVA PALAVRA: PIBIDEIRO (A)

Autora: Andreia Souza Santos 
Co-autora: Joelma Santos de Sena 

http://www.poscritica.uneb.br/anais-eletronicos/arquivos/26%20-%20UMA%20NOVA%20PALAVRA%20PIBIDEIRO%20%28A%29.pdf

                                                                                                                                  Por Andreia  Souza

PIBID Letras: Em um passeio gramatical

 Nas últimas reuniões, o grupo discutiu pontos relevantes do livro Questões de linguagem: um passeio gramatical dirigido. Nele, Sírio Possenti apresenta ao leitor um trabalho que visa informar a anatomia da gramática de maneira compartimentada com o objetivo de  facilitar a compreensão desse manual, a exemplo da gramática do erro.  Ademais,  por meio de alguns exemplos, o autor tenta mostrar o que poderia ser o ensino de gramática sem atribuir a esta a importância que é dada à mesma nas escolas no processo formador de usuários competentes da língua.
Leitura altamente recomendada!
                                                                                                                                 Por Andreia Souza e Taniela Macedo

segunda-feira, 26 de março de 2012

O perigo da exigência da criatividade na redação



"O professor que atribui nota a criatividade ou originalidade deixa o aluno num duplo nó sem saída. Se for criativo como o professor espera, então não o será por si. Se não atender ao que o professor espera, se machuca do mesmo jeito. Acaba recebendo a punição em qualquer caso: ou por escrever copiando o professor, ou por não copiar o desejo do professor." (Do livro Redação Inquieta de Gustavo Bernardo, página 90)

"A questão do estilo nos traz a necessidade da diferença, e não passa por exigências. Passa, talvez. pela coragem que o desejo nos empresta." (Do livro Redação Inquieta de Gustavo Bernardo, página 90)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Salve Jorge, o menino grapiúna

Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912 em Ferradas distrito do município de Itabuna na Bahia. Certa vez fez questão de esclarecer: “Sou itabunense, um grapiúna da região do cacau!”. Jorge viveu grande parte da sua infância na cidade de Ilhéus e por isso se considerava um menino de duas cidades.

Aos 11 anos de idade, o menino grapiúna foi para Salvador estudar no colégio dos padres jesuítas. Lá conheceu o padre Cabral que o influenciou bastante por ter um estilo alternativo de ensinar e emprestar-lhe bons livros. Padre Cabral era um professor diferente que não ensinava regras gramaticais, mas, lia maravilhosos textos para seus alunos. Este professor além de padre era um profeta, pois ao ler uma redação de Jorge, declarou: “Esse vai ser escritor!”. E a profecia se cumpriu, o menino escreveu muitos romances recheados de personagens marginalizados e fora dos padrões sociais. Jorge Amado partiu em 6 de agosto de 2001, mas deixou conosco Pedro Bala, Balduíno, Gabriela, Tieta, Dona Flor dentre outros para nos divertir.

Salve Jorge! Esta tem sido a saudação nas terras baianas nestes dias que antecedem o seu centenário. E o Instituto de Educação Régis Pacheco - IERP, também dá a sua saudação proporcionando aos seus alunos um mergulho na maravilhosa denúncia, a obra Capitães da Areia. E por ser uma denúncia, a obra foi queimada em praça pública no ano de 1937, ano de sua publicação. Capitães da Areia é do século passado, mas é tão atual...

A vida e obra de Jorge Amado nos fazem um convite que soa assim nos quatro cantos do mundo: “Vem ver a Bahia vem ver de amor de cacau de dendê, de brancos e negros vem ver, de muitos amores vem ver...”

Salve Jorge, nosso Amado grapiúna!

(Glauce Souza)


Obs: Nos dias 03, 10, 17 e 24 , de novembro, às 13h na biblioteca do IERP, o Subprojeto de Letras do PIBID estará ministrando oficinas de leitura sobre o livro Capitães da Areia. É o projeto Novembro com o AMADO Jorge. Participe!!!


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O ENSINO DA LEITURA E DA ESCRITA

RESENHA. BRITTO, L.P.L. O ensino da leitura e da escrita numa perspectiva transdisciplinar. IN: Práticas de letramento no ensino, leitura, escrita e discurso. (ORG) CORREA, A. Djane e SALEH, P.B. Oliveira de. Ed. UEPG. Paraná, 2007 p.53/77.

Edineia Azevedo[i]

Joelma Senna[ii]

Luiz Percival Leme Britto é doutor em linguística pelo Instituto de Linguagem da UNICAMP e atua no campo da educação e linguagem. Atualmente é professor da Universidade de Sorocaba no curso de Letras e no programa de pós-graduação em educação. Entre suas publicações estão os livros Contra o consenso, Cultura escrita e diversos artigos sobre ensino de língua, educação, formação universitária e cultura escrita, abordando o direito de ler como um fundamento de cidadania. Em seu artigo O ensino da leitura e da escrita numa perspectiva transdisciplinar, defende uma educação organizada em torno de eixos temáticos e vinculada aos interesses comunitários locais para o ensino de Língua Portuguesa. Para o autor, o debate atual em torno do que fazer na e da disciplina de Língua Portuguesa na educação regular vem se reproduzindo sem avanços significativos desde o surgimento da linguística como campo de pesquisa no Brasil em 1970.

A partir desse debate surgiram novas propostas para o ensino de língua, de redação e de literatura marcadas pelos pressupostos da linguística entre elas a proposta de partir do texto, consubstanciado em práticas de escrita e análise linguística. Todavia, a disciplina de Língua Portuguesa nessa perspectiva (apresentada pelo autor como impossível na lógica disciplinar) ficava sem conteúdo específico se considerar a forma de organização das práticas didáticas no espaço escolar, tendo prevalecido a perspectiva de que a função da educação linguística é o ensino de Língua Padrão.

Segundo Britto, o problema dos embates no ensino de Língua Portuguesa no Brasil se restringe a uma questão metodológica, uma nova forma de se organizar e ensinar os mesmos conteúdos disciplinares e os métodos utilizados mas, que não se tem clareza do que seria um novo conteúdo. Assim, ele atribui duas razões para tal contradição: a crise do modelo enciclopédico de educação escolar e a manutenção de uma produção centrada na disciplina, o que acaba gerando a indefinição do objeto de ensino e ainda, permitindo a reprodução de conteúdos e práticas tradicionalistas. Dentro desse contexto, Britto reconhece o paradoxo que caracteriza a crise escolar: se por um lado a escola é uma instituição necessária aos moldes de organização da sociedade contemporânea, por outro ela acaba agindo contra os modos de organização social e de produção, circulação do conhecimento, como também da integridade individual e coletiva dessa mesma sociedade. Para usar o termo do autor, ela é anacrônica.

O professor argumenta que o problema está na falta de uma alternativa de educação consolidada e que, qualquer novo modelo criado a partir do existente acaba reproduzindo as bases da educação tradicional escolar, com função apenas paliativa. Ele aponta a educação transdisciplinar como sendo a mais consistente na elaboração de um novo objeto de ensino, visto que essa orientação não limita-se ao conteúdo de uma disciplina apenas, mas se relaciona com diferentes saberes disciplinares, os quais perdem suas especificidades para a constituição de um novo campo do saber.

Percival destaca ainda a impossibilidade de neutralidade no discurso pedagógico e embasado nas ideias do educador Paulo Freire enfatiza a importância da não separação da educação e da política para o exercício crítico da capacidade de aprender e para o desenvolvimento da curiosidade epistemológica no processo de ensino. É na maior experiência que os educadores tem com os discursos formalizados pela cultura escrita que se sustenta a ação pedagógica. O educador e o educando embora diferentes, aprendem um com o outro, fazendo do conhecimento em equipe um processo responsável pela produção de sentido entre teoria e prática.

Considerando a análise anterior, o autor propõe alguns princípios diretivos do ensino da leitura e da escrita. Para ele, o principal aspecto a considerar é que o trabalho com a escrita e a leitura ocorra continuamente ao longo das atividades escolares. Sugere a organização da leitura e a preparação de intervenções do que e de como se pretende fazer produção de roteiros, síntese e resumo, dentre outras formas de técnicas utilizadas para melhorar a compreensão do que foi lido. Britto argumenta ainda que, para haver mudanças significativas nessa pesrpectiva, a escola precisa aceitar que a responsabilidade de ensino da leitura e da escrita seja de todos, visto que suas práticas fazem parte das atividades de todas as disciplinas, cabendo ao professor de língua portuguesa as questões especificamente de linguística e literatura.

O linguista defende a introdução de textos diversos no roteiro de leituras, não só o que seria de interesse dos alunos, mas todo tipo de textos, organizando, assim, um acervo com estes materiais de leitura. O mesmo que se pretende com a leitura deve-se por em prática com a escrita, pois o hábito de escrever deve ser diário e constante, e isto exige investimento por parte do educando. Com o processo pedagógico sugerido por Britto, acredita-se que a partir da organização de leitura o educando vai conhecendo as características dos gêneros textuais, suas finalidades e os meios de circulação.

Nas perspectivas apontadas acima, o autor apresenta alguns referenciais que podem orientar o trabalho com leitura e escrita. Assegura que ler não se resume a um processo de decodificação, supondo a participação em eventos de produção de sentido mediado pelo texto escrito e a compreensão do mesmo. E ainda, a importância de considerar atividades complementares como leitura autônoma e assistida.

Considerando os tipos de atividades e suas finalidades, o leitor tem que assumir uma postura própria de conduta com o texto. A ação educativa incorre na busca de estratégias para que o educando se torne capaz de, na leitura de diferentes gêneros, detectar o tema, associar o texto aos contextos possíveis, identificar a tese, dentre outras características existentes. Todo esse processo implica conhecer, entre outras coisas, a organização formal de um texto e as estratégias de argumentação.

As leituras de estudo e de trabalho são as que mais exigem organização e monitoração. O trabalho de leitura em função da tarefa e de seus interesses implica saber fazer marcação de textos, comentários de margem, recortes, seleção de fragmentos, esquemas, roteiros de leituras e resumos. Além dessas dicas de organização e esquematização de leitura, o artigo aponta estratégias de uso da escrita, que vai desde a identificação de palavras chaves até redação de frases síntese. Britto chama a atenção também para a diferenciação entre produção textual e redação e afirma que escrevemos menos do que lemos, e que essas escritas às vezes são pessoais, outras profissionais, havendo nesta uma maior preocupação com as convenções da escrita. Para a redação de textos variados, o linguista chama a atenção para algumas regras, considerando o gênero, o veículo, o meio de circulação e o interlocutor; dentre elas, planejar a ação, estabelecer objetivo, reunir e selecionar argumentos.

O autor também chama a atenção para a fala pública, o uso da escrita como suporte da oralidade e considera a capacidade de falar em público primordial em muitas atividades. Assim como alguns textos escritos, há textos falados que se submetem a certas convenções, ao fazer um pronunciamento em público a pessoa deve se apoiar em textos escritos. No texto oral, mais importante do que falar conforme a norma canônica é considerar a situação e o interlocutor. O orador deve ter dentre outras habilidades, o domínio do discurso, fazer planejamento da ação e usar recursos técnicos. Os recursos e as estratégias pedagógicas também são úteis no desenvolvimento do domínio da fala, análise de vídeo gravado, simulação de situação de público e atividade de descontração.

Em suma, para Britto, o domínio dos recursos da escrita se adquire no uso e na reflexão sobre o uso. Para isso, ensinar a ler e escrever não pode ser regido por regras e normas de bem falar, desrespeitando os conhecimentos prévios do educando. O objetivo principal deve ser a orientação para que o educando desenvolva o melhor possível a capacidade de ler e escrever bem. Esta educação deve ter uma proposta humanista, capaz de transformar, desatrelada das convenções. Afinal, estamos educando para desenvolver competências e habilidades que sejam úteis no futuro e o avanço da tecnologia criou novas habilidades e possibilidades de ensino/aprendizagem, o educador precisa estar atento ao fato de que o aluno chega à escola com conhecimentos linguísticos anteriores que devem ser respeitados.

As praticas pedagógicas atuais precisam atender a uma nova realidade, o aluno precisa estar habilitado para lidar com situações, complexas de leitura e escrita, e o professor, por sua vez, preparado para os novos desafios que o ensino de língua aponta. O mesmo deve levar o aluno a usar o que sabe para resolver questões reais. Concluímos, ratificando que o texto fomenta as discussões em torno do ensino de Língua Portuguesa na atualidade e que, de fato, é um achado para pesquisadores, estudantes e professores da área de ciências humanas e de ciências afins, preocupados em abordar a questão da leitura e da escrita na sala de aula numa perspectiva transdisciplinar.



[i] Graduanda em Letras pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB Campus de Jequié-BA. Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência - PIBID/UESB, Subprojeto de letras, campo de atuação colégio Estadual Luiz Viana Filho – CELVF Jequié – Bahia.

[ii] Graduanda em Letras pela Universidade Estadual do sudoeste da Bahia - UESB Campus de Jequié-BA. Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência - PIBID/UESB, Subprojeto de letras, campo de atuação Instituto de Educação Regis Pacheco – IERP Jequié – Bahia.