terça-feira, 28 de agosto de 2012

Piadas Sintáticas


Piadas sintáticas

Do ponto de vista da estrutura da língua, a comicidade é um fator relevante ao analisarmos a sua organização frásica, pois este tipo de competência nos permite recuperar algumas estruturas do texto que facilmente podem ser entendidas. Um dos processos expressivos que provocam essas particularidades de construção é a figura de linguagem elipse. A elipse é a supressão de alguns termos que tornam assim, a frase mais elegante, no entanto essa possibilidade pode, em alguns casos, torná-la ambígua

Segue abaixo alguns exemplos de como essa duplicidade de sentidos se dá em algumas situações que acontecem no dia-a-dia.

Algumas charges apresentam críticas sociais, com um toque de humor.

 

 

Outras trazem acontecimentos vivenciados pela sociedade atual, com intuito de criticar. 

Segundo o linguista Sírio Possenti 2011 "as piadas possuem um duplo sentido, no qual é fundamental dar-se conta de que o duplo sentido tem muitas caras" . 
Podemos observar que além de serem excelentes corpus para explicitar a análise lingüística, elas oferecem argumentos valiosos para as teses ligadas às teorias textuais e discursivas e à teoria da relevância das condições de produção, podendo ainda,  trazer na sua análise de interpretação vários assuntos, seja no que diz respeito ao preconceito linguistico, como aos conhecimentos culturais, critica de um dado fato ou acontecimento social, entre outros.

Por Jamile Soares


 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CEEP acontece!

Estamos na semana de mobilização no CEEP.
Dia 09/08/2012 a partir das 14h retornaremos às oficinas!
Vejam nosso panfleto de divulgação:

terça-feira, 3 de julho de 2012

Professor de Língua Portuguesa ou Enciclopédia ambulante?



Creio que a atitude da professora de Língua Portuguesa foi reprovável, mas decididamente não vejo justificativa para tanto alarde, a ponto do fato ir parar no Jornal Hoje. Como me disse uma vez determinada professora, quando se faz algo louvável, não se procura saber a quem deve ser atribuído os créditos, mas basta um deslize para todo o bom trabalho ser destruído. Se ela já vinha praticando ações desse tipo antes, porque não levou o caso para conhecimento dos pais? Acredito que na história os pais do aluno em questão, o aluno, a professora, a coordenação pedagogia e a escola têm parcelas iguais de culpa. Afinal que espécie de diretora é essa que não sabe o que se passa na escola? A coordenação pedagógica também tem sua parcela de omissão... Isso está me lembrando um pouco a história do mensalão quando explodiu e o presidente disse que não sabia de nada... Cada dia mais, me pergunto qual será o destino da educação brasileira, quando esta tem se tornado mais e mais responsabilidade do professor que ganha mal e é muitas vezes mal preparado para atuar como pai, mãe, psicólogo, arbitro de MMA, melhor amigo e tudo mais. Funções que não lhe pertencem, mas como a família tem entrado cada vez mais em declínio e decadência ele se vê obrigado a realizar tais tarefas.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um relato imaginário:

- Você dá aulas de quê?
-  Linguística.
-Ah!! ( silêncio).

Ou:

-Você dá aulas de quê?
- Gramática.
- Ah, matéria importante, né? 
 ( ou: que chato!)

Ou ainda:

- Você dá aulas de quê?
- Língua.
- Língua portuguesa ou Línguas?
- Língua Portuguesa.
- Ah, gramática.

MENDONÇA, Marina Célia In: Introdução à Linguística domínios e fronteiras vol.2.


Embora seja fictício, o diálogo imaginado pela professora de linguística Marina Célia Mendonça da Universidade de Franca (SP),  traduz uma realidade. Infelizmente, essa ainda é a visão que perdura entre os alunos sobre o aprendizado da disciplina na escola, consequentemente, a que se perpetua entre muitos usuários da língua na sociedade.

Edineia Azevedo e Queiciane Araujo