terça-feira, 20 de novembro de 2012

Retextualização e gêneros textuais: o espaço da temática dentro da sala de aula...


Essa é uma das crônicas que resultaram da oficina sobre retextualização que ministrei no XVI Encontro Baiano dos Estudantes de Letras da Bahia – EBEL que aconteceu entre os dias 15 a 18 de novembro de 2012, no Campus IV da Universidade do Estado da Bahia – UNEB de Jacobina. Espero que vocês gostem tanto quanto eu. Depois socializo as demais produções, mas por hoje creio que serve....

Boa leitura!

Crônica 1 – O assassinato da perspectiva do rotweillers.

Olhou para aquele pedaço de carne com um desprezo abissal. Não conseguiu, mesmo sendo da sua natureza, sentir desejo com o sangue que escorria no chão de cimento.
Também não conseguia entender como os seus companheiros, com frieza e voracidade, deleitavam-se daquele “alimento” tão repugnante.
Lembrou de um dia, há muito tempo, quando carregava uma vida em suas entranhas. Recordou-se de um afeto, um carinho na sua cabeça, um dengo de igual que também carregava uma vida em suas entranhas, embora a estranha carinhosa não soubesse que em breve seria mãe, daria ao mundo uma criança.
Ao sentir aquele cheiro, aquele mesmo cheiro do carinho do passado, também lembrou da amargura de ter sua cria arrancada, lembrou  da saudade, lembrou que iria morrer e nunca mais veria seu filho. Quando viu o pedaço de carne desabar por cima da sua cabeça, percebeu de imediato que o mundo ganhava um novo órfão, um rebento sem mãe.
Ao voltar a si dessas lembranças doloridas ainda teve tempo de ver um último olhinho sendo engolido, uma falange talvez...

Este texto é de autoria de Ramon Amorim, Nicolas Vladimir Vieira, Valnéia Ferreira de Souza, Adjailton dos Santos Barros, Joseli Viana Santos, Manoel Messias da Cruz, Robson Souza Lima, Icaro Francisco de Oliveira alunos da UCSal, UFBA, UNEB – Campus I, XIII e IV.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Piadas Sintáticas


Piadas sintáticas

Do ponto de vista da estrutura da língua, a comicidade é um fator relevante ao analisarmos a sua organização frásica, pois este tipo de competência nos permite recuperar algumas estruturas do texto que facilmente podem ser entendidas. Um dos processos expressivos que provocam essas particularidades de construção é a figura de linguagem elipse. A elipse é a supressão de alguns termos que tornam assim, a frase mais elegante, no entanto essa possibilidade pode, em alguns casos, torná-la ambígua

Segue abaixo alguns exemplos de como essa duplicidade de sentidos se dá em algumas situações que acontecem no dia-a-dia.

Algumas charges apresentam críticas sociais, com um toque de humor.

 

 

Outras trazem acontecimentos vivenciados pela sociedade atual, com intuito de criticar. 

Segundo o linguista Sírio Possenti 2011 "as piadas possuem um duplo sentido, no qual é fundamental dar-se conta de que o duplo sentido tem muitas caras" . 
Podemos observar que além de serem excelentes corpus para explicitar a análise lingüística, elas oferecem argumentos valiosos para as teses ligadas às teorias textuais e discursivas e à teoria da relevância das condições de produção, podendo ainda,  trazer na sua análise de interpretação vários assuntos, seja no que diz respeito ao preconceito linguistico, como aos conhecimentos culturais, critica de um dado fato ou acontecimento social, entre outros.

Por Jamile Soares


 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CEEP acontece!

Estamos na semana de mobilização no CEEP.
Dia 09/08/2012 a partir das 14h retornaremos às oficinas!
Vejam nosso panfleto de divulgação:

terça-feira, 3 de julho de 2012

Professor de Língua Portuguesa ou Enciclopédia ambulante?



Creio que a atitude da professora de Língua Portuguesa foi reprovável, mas decididamente não vejo justificativa para tanto alarde, a ponto do fato ir parar no Jornal Hoje. Como me disse uma vez determinada professora, quando se faz algo louvável, não se procura saber a quem deve ser atribuído os créditos, mas basta um deslize para todo o bom trabalho ser destruído. Se ela já vinha praticando ações desse tipo antes, porque não levou o caso para conhecimento dos pais? Acredito que na história os pais do aluno em questão, o aluno, a professora, a coordenação pedagogia e a escola têm parcelas iguais de culpa. Afinal que espécie de diretora é essa que não sabe o que se passa na escola? A coordenação pedagógica também tem sua parcela de omissão... Isso está me lembrando um pouco a história do mensalão quando explodiu e o presidente disse que não sabia de nada... Cada dia mais, me pergunto qual será o destino da educação brasileira, quando esta tem se tornado mais e mais responsabilidade do professor que ganha mal e é muitas vezes mal preparado para atuar como pai, mãe, psicólogo, arbitro de MMA, melhor amigo e tudo mais. Funções que não lhe pertencem, mas como a família tem entrado cada vez mais em declínio e decadência ele se vê obrigado a realizar tais tarefas.