Creio que a atitude da professora de Língua Portuguesa foi reprovável,
mas decididamente não vejo justificativa para tanto alarde, a ponto do fato ir
parar no Jornal Hoje. Como me disse uma vez determinada professora, quando se
faz algo louvável, não se procura saber a quem deve ser atribuído os créditos,
mas basta um deslize para todo o bom trabalho ser destruído. Se ela já vinha
praticando ações desse tipo antes, porque não levou o caso para conhecimento
dos pais? Acredito que na história os pais do aluno em questão, o aluno, a
professora, a coordenação pedagogia e a escola têm parcelas iguais de culpa. Afinal
que espécie de diretora é essa que não sabe o que se passa na escola? A coordenação
pedagógica também tem sua parcela de omissão... Isso está me lembrando um pouco
a história do mensalão quando explodiu e o presidente disse que não sabia de
nada... Cada dia mais, me pergunto qual será o destino da educação brasileira,
quando esta tem se tornado mais e mais responsabilidade do professor que ganha
mal e é muitas vezes mal preparado para atuar como pai, mãe, psicólogo, arbitro
de MMA, melhor amigo e tudo mais. Funções que não lhe pertencem, mas como a família
tem entrado cada vez mais em declínio e decadência ele se vê obrigado a
realizar tais tarefas.
terça-feira, 3 de julho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Um relato imaginário:
- Linguística.
-Ah!! ( silêncio).
Ou:
-Você dá aulas de quê?
- Gramática.
- Ah, matéria importante, né?
( ou: que chato!)
Ou ainda:
- Você dá aulas de quê?
- Língua.
- Língua portuguesa ou Línguas?
- Língua Portuguesa.
- Ah, gramática.
MENDONÇA, Marina Célia In: Introdução à Linguística domínios e fronteiras vol.2.
Embora seja fictício, o diálogo imaginado pela
professora de linguística Marina Célia Mendonça da Universidade de Franca (SP),
traduz uma realidade. Infelizmente, essa
ainda é a visão que perdura entre os alunos sobre o aprendizado da disciplina
na escola, consequentemente, a que se perpetua entre muitos usuários da língua na
sociedade.
Edineia Azevedo e Queiciane Araujo
O conteúdo humorístico
apresentado pela Companhia de comédia "Os melhores do mundo" permite uma reflexão sobre a
inadequação do ensino de Língua Portuguesa
pautado apenas na memorização das categorias gramaticais. A prática pedagógica que prioriza os exercícios
descontextualizados, além de desconsiderar a autonomia do sujeito, não contribui satisfatoriamente para o
principal objetivo do ensino de língua: o desempenho das habilidades
comunicativas orais e escritas do aluno.
Edineia Azevedo
Queiciane Araujo
sexta-feira, 15 de junho de 2012
GRAMÁTICA
VARIAÇÃO E NORMAS
Sidineia
Moreira Santos
CALLOU,
Dinah (2007). Gramática,
variação e normas. In: SILVA & BRANDÃO.
Ensino de gramática -
descrição e uso. Rio de Janeiro: Contexto, 2007.
O texto de Dinah Callou “Gramática, variação e normas,”
publicado no livro “Ensino de Gramática – descrição e uso,”
pela editora Contexto no ano de 2007, faz uma abordagem crítica
acerca de questões inquietantes e recorrentes envolvendo gramática,
variações e normas.
A autora inicia seu texto elencando uma série de importantes
questionamentos envolvendo gramática, variação e normas,
argumentando com clareza que, não existem respostas definitivas
acerca dos questionamentos levantados.
Em seguida, a autora passa a teorizar enfaticamente sobre a crise e o
empobrecimento do ensino de língua e da aprendizagem de nossa
língua, esclarecendo que isso não diz respeito apenas à língua
portuguesa e não se restringe apenas ao Brasil.
Amparada no discurso de posse do gramático Celso Cunha á cadeira de
Português do Colégio Pedro II em novembro de 1952, a autora afirma
que, a preocupação com o ensino de língua vem de muito longe e
que, embora tenha decorrido mais de cinquenta anos do referido
discurso à situação ainda não se modificou. Sendo assim, a autora
afirma acertadamente que a crise no ensino de língua materna no
Brasil está relacionada a problemas de natureza socioeconômica,
sociocultural e pedagógica.
Debruçando-se inicialmente sobre os pro
terça-feira, 12 de junho de 2012
Por Ademário de Carvalho
O Programa Institucional
de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID tem inicio em abril de 2010,
ramificado em uma verdadeira teia representado por subprojetos, onde participo
do subprojeto de Letras, orientado pela professora Adriana de Abreu, que tem
como objetivo mor ressignificar o ensino de Língua Portuguesa, doravante LP.
Como espaço de análise, trabalho e reflexão temos o Colégio Estadual Luís Viana
Filho de Jequié-BA, constituindo-se o nosso corpus. Nele realizamos oficinas
baseadas na vivência diária dos educandos, onde refletimos o ensino da LP
estruturado em práticas pedagógicas que observamos à luz de alguns teóricos
como Geraldi, Possenti e Travaglia, a fim de propor um novo olhar a esta
disciplina.
O PIBID baseia-se no estudo etnográfico do espaço escolar que possibilita verificarmos problemas e acertos que (des)favorecem o crescimento do educando e o enriquecimento de suas experiências vividas na comunidade escolar. Durante as oficinas que realizamos percebemos aspectos relevantes para servir de ponto de partida para o objetivo principal deste subprojeto, que é criar uma abordagem atraente para o ensino da LP, assim desvinculando-se de práticas arcaicas que alguns professores de língua insistem em mantê-las.
Baseado em teóricos como Geraldi, Possenti e Travaglia, embasamos as nossas práticas nas oficinas, tendo em vista que toda ação acadêmica deve estar amparada em pressupostos teóricos que as justifiquem. Assim sendo, em todas as nossas oficinas há uma prévia discussão e planejamento teórico para subsidiar e relacionar a oficina com aspectos didáticos. Esse projeto contribui em demasia para a nossa formação acadêmica, enquanto licenciandos, e futuros docentes que desenvolveram um ensino reflexivo e inovador.
Ao longo de dois anos o PIBID despertou e fortaleceu em mim saberes consideráveis tangível ao ensino de línguas e literaturas, ajudou-me a construir práticas docentes as quais nos favorece no sentido de possibilitar uma no nova abordagem para o ensino de LP, o qual contextualize com as demandas e carências da contemporaneidade.
Percebi também, a importância de instrumentalizar o ensino da língua e literatura, tornando-se mecanismo de reflexão e interferência social, isto é, ressignificar também a sociedade. Devemos refletir os textos que nos cercam em sala de aula e fora, e não permitir que o sujeito seja apenas parte de um processo “seco” e defasado. O PIBID, partindo das realizações das oficinas apresenta a Educação Básica os vários desafios de se tentar ressignificar o ensino de LP. Buscamos em nossas oficinas possibilitar que o educando externe seus valores, pensamentos e emoções capazes de contribuir para a construção de um conhecimento que privilegie o educando como escritor de sua própria realidade. Além disso, construímos possíveis possibilidades, que dizem respeito a atividades que tornem o ensino de LP menos mecânico e mais reflexivo. Possibilidades essas, que ensaiamos nas várias oficinas realizadas ao longo de 2010 até a data que registra esse texto. Esse projeto contribui para o nosso pleno desenvolvimento docente, pois nos possibilita enxergar a LP não apenas à rigor gramatical, mas também valorizar o texto produzido pelo educando.
Durante as oficinas analisamos textos poéticos, leituras imagéticas, construção textual, estudo da realidade, análise de músicas, etc., para a partir daí, buscarmos o estudo da gramática, da interpretação, compreensão e produção textual.
Essas oficinas nos serviram como fonte de aprendizagem de que o ensino de LP pode e deve ser ressignificado, além de contribuir para a minha formação acadêmica e docente, pois vi de perto os desafios e criei, junto com o meu grupo, possibilidades de um ensino de LP e literatura ressignificado.
Para concluir, sugiro que algumas ações fundamentais para as nossas atividades sejam melhores atendidas, visto que, a tramitação burocrática provoca prejuízos na realização de algumas atividades. De certo a práxi deve ser obedecida, mas percebo que dificulta as nossas atividades.
O PIBID baseia-se no estudo etnográfico do espaço escolar que possibilita verificarmos problemas e acertos que (des)favorecem o crescimento do educando e o enriquecimento de suas experiências vividas na comunidade escolar. Durante as oficinas que realizamos percebemos aspectos relevantes para servir de ponto de partida para o objetivo principal deste subprojeto, que é criar uma abordagem atraente para o ensino da LP, assim desvinculando-se de práticas arcaicas que alguns professores de língua insistem em mantê-las.
Baseado em teóricos como Geraldi, Possenti e Travaglia, embasamos as nossas práticas nas oficinas, tendo em vista que toda ação acadêmica deve estar amparada em pressupostos teóricos que as justifiquem. Assim sendo, em todas as nossas oficinas há uma prévia discussão e planejamento teórico para subsidiar e relacionar a oficina com aspectos didáticos. Esse projeto contribui em demasia para a nossa formação acadêmica, enquanto licenciandos, e futuros docentes que desenvolveram um ensino reflexivo e inovador.
Ao longo de dois anos o PIBID despertou e fortaleceu em mim saberes consideráveis tangível ao ensino de línguas e literaturas, ajudou-me a construir práticas docentes as quais nos favorece no sentido de possibilitar uma no nova abordagem para o ensino de LP, o qual contextualize com as demandas e carências da contemporaneidade.
Percebi também, a importância de instrumentalizar o ensino da língua e literatura, tornando-se mecanismo de reflexão e interferência social, isto é, ressignificar também a sociedade. Devemos refletir os textos que nos cercam em sala de aula e fora, e não permitir que o sujeito seja apenas parte de um processo “seco” e defasado. O PIBID, partindo das realizações das oficinas apresenta a Educação Básica os vários desafios de se tentar ressignificar o ensino de LP. Buscamos em nossas oficinas possibilitar que o educando externe seus valores, pensamentos e emoções capazes de contribuir para a construção de um conhecimento que privilegie o educando como escritor de sua própria realidade. Além disso, construímos possíveis possibilidades, que dizem respeito a atividades que tornem o ensino de LP menos mecânico e mais reflexivo. Possibilidades essas, que ensaiamos nas várias oficinas realizadas ao longo de 2010 até a data que registra esse texto. Esse projeto contribui para o nosso pleno desenvolvimento docente, pois nos possibilita enxergar a LP não apenas à rigor gramatical, mas também valorizar o texto produzido pelo educando.
Durante as oficinas analisamos textos poéticos, leituras imagéticas, construção textual, estudo da realidade, análise de músicas, etc., para a partir daí, buscarmos o estudo da gramática, da interpretação, compreensão e produção textual.
Essas oficinas nos serviram como fonte de aprendizagem de que o ensino de LP pode e deve ser ressignificado, além de contribuir para a minha formação acadêmica e docente, pois vi de perto os desafios e criei, junto com o meu grupo, possibilidades de um ensino de LP e literatura ressignificado.
Para concluir, sugiro que algumas ações fundamentais para as nossas atividades sejam melhores atendidas, visto que, a tramitação burocrática provoca prejuízos na realização de algumas atividades. De certo a práxi deve ser obedecida, mas percebo que dificulta as nossas atividades.
terça-feira, 29 de maio de 2012
PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO
Estamos reunidos semanalmente, obedecendo a um calendário especial, para a elaboração do material didático de Língua Portuguesa . Sob a orientação da Profª Adriana Barbosa (Coordenadora do subprojeto) e a Profª Maria Luiza Carôso (Supervisora) publicaremos as seguintes propostas de atividades didáticas:Entre o texto e a gramática
Sidineia Moreira Santos
Joelma Santos de Sena
Manoela Santos
Tecendo os sentidos da língua nas redes sociais
Estefania Neves
Glauce Souza
Piadas sintáticas
Claudiane Piropo
Jamile Soares
Rosane Marques
Gerundismo
Eloah Miranda
Taniela Macedo
Qual é o sujeito?
Queciane Araújo
Ademário de Carvalho
Variação Linguística: da teoria a prática
Andreia Souza Santos
Edineia Azevedo
Sintaxe X Semântica
Fernanda Silva
Ianderléia Oliveira
Por Andreia Souza e Taniela Macedo
Trabalhos publicados
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CRÍTICA CULTURAL
Fórum Nacional de Crítica Cultural 2Educação básica e cultura: diagnósticos, proposições e novos agenciamentos
18 a 21 de novembro de 2010
http://www.poscritica.uneb.br/anais-eletronicos/trabalhos_completos.php
Trabalhos:
RESSIGNIFICAR O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA: UM DESAFIO MAIS QUE NECESSÁRIO
Eloah Nascimento
Estefânia Neves
Glauce Santos
UMA NOVA PALAVRA: PIBIDEIRO (A)
Autora: Andreia Souza Santos
Co-autora: Joelma Santos de Sena
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